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Autoconfiança masculina: como se aceitar muda tudo

A autoconfiança e a aceitação de si mesmo mudam tudo. Acredite.

Esses dias eu estava lembrando de quando comecei a perder os primeiros fios de cabelo. A calvície batia à porta e, com o tempo, parecia inevitável. O desespero tomou conta. Era um assunto difícil, porque eu não gostava de expor. Para as outras pessoas, eu dizia que não ligava, mas a verdade é que aquilo me incomodava — e muito.


A calvície e o efeito dominó na autoestima

Homem olhando para o espelho com expressão pensativa, refletindo sobre a sua aparência e a autoestima.

Com o tempo, algumas pessoas mais próximas perceberam que eu estava incomodado com a calvície. E o curioso era a reação de cada uma delas. Para um, eu não deveria me preocupar porque eu era alto; já para ele, que era baixo, a calvície poderia ser um pesadelo. Outro dizia que não via problema, afinal eu tinha olhos claros — enquanto ele se considerava feio e dizia que, se ficasse careca, seria ainda pior.

A verdade é que cada um tinha o seu “defeito”. Ninguém se achava bem o suficiente. Todo mundo enxergava um problema em si. E isso é o que destrói o homem: a comparação constante.


O que eu aprendi com um cara que eu julgava estranho

Certa vez eu conheci um camarada. Confesso: logo de cara pensei “poxa, que sujeito esquisito”. Ele tinha o estereótipo do que muitos homens menos desejam: era baixo, careca, e tinha outras características que poderiam incomodar.

Mas tinha um detalhe que me chamava atenção: ele tinha uma autoestima altíssima.

Ele sempre soube jogar com o que tinha a seu favor. Era comunicativo, estava sempre de bom humor, brincava de forma educada e respeitosa quando se tratava de mulher. E estava sempre bem arrumado — não com roupas de marca, mas com bom gosto.

E tinha um detalhe que eu compartilhava com ele: o gosto por perfume. Ele estava sempre cheiroso. Logo após o almoço, fazia higiene bucal e reforçava desodorante e perfume.


O episódio que me fez entender a regra do jogo

Homem sorrindo confiante em ambiente social, transmitindo presença e autoestima elevada.

Lembro de um episódio que me marcou. Uma colega muito bonita de trabalho elogiou ele. Foi num dia que estávamos no estacionamento da empresa, indo embora. Ele tinha paixão por motos e possuía uma muito bonita. Não era cara, mas ele tinha estilizado ela de um jeito que ficou incrível.

Quando ele partiu, todo confiante em cima da moto, parecia que tinha 1,90m só pela presença. A atitude dele era tão forte que fazia parecer que o corpo tinha outra dimensão.

E teve outro momento curioso. Em um final de ano, após a festa da empresa, saímos para tomar uma “saideira” no centro da cidade. Ele, com a mesma confiança de sempre, estava atento a qualquer possibilidade de conhecer alguém. Estávamos num barzinho. Ele olhou para duas garotas que estavam em uma mesa e disse que iria pedir o telefone de uma delas para o garçom.

Eu pensei: “Nunca vão aceitar. Elas são bonitas e ele… sem chance”.

Mas adivinha o que aconteceu?

A menina anotou o telefone no guardanapo e pediu que o garçom entregasse.


A regra do jogo: jogar com o que você tem

Foi ali que eu finalmente entendi a regra do jogo: é saber jogar com o que você tem de melhor.

E não estou dizendo que você precisa virar um motociclista das estradas do dia para a noite — afinal, você pode ter pavor de motos, assim como eu.

O que eu quero dizer é: descubra algo dentro de você e use isso a seu favor.

Já tentou dança? Que tal teatro? Ou aprender um instrumento e montar aquela banda ou dupla sertaneja que você sempre quis?
Não estou dizendo que você vai virar um astro da música. Mas você pode aprender a cantar e tocar para os amigos nas festas. Você pode se tornar o centro das atenções.


Atividade Fisica: a ferramenta que muda a percepção sobre si mesmo

Homem praticando atividade física (academia, corrida ou bicicleta), simbolizando disciplina e melhora da autoestima.

E não estou dizendo que você precisa virar um “monstro da academia” ou viver preso a um corpo perfeito.
O que eu quero dizer é que mover o corpo é uma das formas mais diretas de recuperar controle sobre si mesmo.

Pode ser academia, luta marcial, corrida, bicicleta, natação, qualquer atividade que você consiga manter com regularidade. O importante não é o esporte, e sim o hábito.
Quando você se compromete com uma rotina física, algo muda: a postura melhora, a energia aumenta, a confiança aparece naturalmente. E, mais importante, você passa a sentir que está fazendo algo por si mesmo.

Não é sobre ficar maior ou mais forte — é sobre ficar mais presente, mais firme e mais seguro. E isso muda a forma como você se comporta, se comunica e se relaciona com as pessoas.

Conclusão: o que muda quando você se aceita

Homem rodeado de amigas descontraido e seguro conversando tranquilamente num bar

Não adianta ter o melhor dom se você não tiver autoconfiança.
Seja o que for que você vá fazer, sempre pense:

“Eu sou foda. Eu sou o melhor.”

Pratique isso. E as coisas mudarão.